Pagina atual: ANO XI - Defendendo a Fé Católica desde 2002

Apostolado Veritatis Splendor - Memória e Ortodoxia Cristã

Wikatolica- Sua enciclopédia católica livre

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Neste último dia 13/05, dia de Nossa Senhora de Fátima e dia das mães, Alessandro Lima, apologista católico, estudioso dos Escritos Patrísticos, fundador e Diretor do nosso apostolado, lançou mais um projeto: Wikatolica, sua enciclopédia católica livre.

"O objetivo é proporcionar aos católicos brasileiros informações confiáveis e autorizadas, sobre a riqueza da doutrina e da teologia católicas. Além é claro, a vida dos santos e seus exemplos de luta e vitória" - explica Alessandro Lima.

Como é uma enciclopédia livre, aos moldes da Wikipedia, qualquer pessoa pode colaborar com a confecção e desenvolvimento do conteúdo, porém, somente usuários registrados poderão participar do projeto. "A política de registro de colaboradores é fundamental para evitar alguns problemas pelos quais passa a Wikipedia, como o vandalismo de conteúdo e a guerra de edições. A sugestão foi do meu irmão e sempre parceiro em Cristo, Carlos Martins Nabeto", continua Alessandro Lima.

Na própria home da Wikatolica, há links para páginas com instruções de como você pode começar a colaborar com o projeto, como as páginas "Como começar" e "Guia".

Ainda Alessandro: "Este ano o Veritatis Splendor completa dez anos. Foram anos de muito trabalho passando informações confiáveis e formando melhor os fiéis católicos. Agora, eu espero que nossos leitores possam contruibuir com o conhecimento que adquiriram conosco ou com as fontes que indicamos, possibilitando que outras pessoas tenham acesso à informação e à uma boa formação totalmente gratuitos".

O endereço de Wikatolica é http://wikatolica.com.br.

 

Virtude e Boa Ciência

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"Non vogliate negar l’esperienza di retro al sol, del mondo sanza gente. Considerate la vostra semenza fatti non foste a viver come bruti ma per seguir virtute e canoscenza" [1]

Uma das características do "novo ateísmo" é a falta de rigor científico de seus promotores. Dawkins, Hitchens e não nos esqueçamos do cômico Odifreddi, atacam a crença em Deus com armas e argumentos que não serviram a Anatole France há cerca de um século. E acrescento que tanto Anatole France quanto Bertrand Russell ficariam vermelhos de vergonha por ver a pobreza intelectual que a causa atéia representa atualmente. Sim, atualmente, quase um século depois da publicação de "La Revolte des Anges" (A Revolta dos Anjos) e "Why I Am not a Christian" (Porque não sou Cristão), os últimos autores ateus vêm disparando um ataque desordenado que evidencia uma notável falta de rigor filosófico que só pode ser explicada como uma cegueira abismal ou uma absoluta má vontade.

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A Origem do Ocidente

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Nestes últimos anos tem aumentado o coro dos que propõem a erradicação da religião por considerá-la perniciosa para a civilização. Repetem sem refletir as vozes que começaram com o anticlericalismo da Revolução Francesa, que insistia que a religião - especialmente a católica - era uma superstição que apenas atrasava o desenvolvimento potencial da humanidade. Desde aqueles distantes dias, sempre houve aqueles que querem facilmente posar de "intelectuais" e para isso não há nada mais normal do que opor algo que rejeite a religião em nome de uma suposta superioridade intelectual. O sujeito anti-religioso é imediatamente considerado um "livre pensador", um transgressor das regras do "sistema" e infinitas outras rotulagens que não encontram qualquer amparo na realidade. Para quem consegue enxergar o jogo, a famosa postura anti-religiosa revela sempre as mesmas coisas: má formação intelectual, pobreza no manejo de conceitos abstratos, pouca leitura e muitos preconceitos alimentados geralmente pelo desejo de não se submeter aos limites da moral sexual.

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Uma Breve Análise Sobre os Deuterocanônicos do AT

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uitos protestantes através de livros, folhetos e sítios na
Internet, procuram defender sua posição contra os livros deu- M
terocanônicos do AT, afirmando que estes livros contêm heresias.
Segundo eles, estes livros (que eles chamam de apócrifos) não são
livros canônicos porque ensinam as seguintes heresias:

Muitos protestantes através de livros, folhetos e sítios na Internet, procuram defender sua posição contra os livros deuterocanônicos do AT, afirmando que estes livros contêm heresias. Segundo eles, (que eles chamam de apócrifos) não são livros canônicos porque ensinam as seguintes heresias:

1. perdão do pecado mediante esmolas: Dizem que Tobias 12,9; 4,10; Eclesiástico 3,33 e 2 Macabeus 43-47 ensinam que as esmolas apagam os pecados, negando então a redenção do sacrifício de Cristo e por isso não podem ser considerados canônicos. Primeiro estas referências são do AT, portanto não podem ter qualquer relação com o sacrifício de Cristo. Segundo, elas estão em plena conformidade com o AT, que ensina que o bem feito ao próximo será considerado em nosso julgamento. Este é o princípio das esmolas. E esta mesma doutrina se encontra em Prov 10, 12, por exemplo. Será que o Livro dos Provérbios não é canônico também? Em terceiro lugar, esta mesma doutrina é confirmada no NT, basta verificar Mc 9,41; Lc 11,41. Jesus confirma até mesmo o valor da esmola juntamente com outras formas de piedade (cf. Mt 6,2-18), veja também 1 Pd 4,8; At 10,3-4; 10,31.

2. a vingança e a prática do ódio contra os inimigos: Dizem que isto está em Eclo 12,6 e Judite 9,4 e contradiz ferozmente Mt 5,44-48. Mais uma vez Eclo diz respeito ao AT, onde valia a lei do retalião. Se o Livro do Eclesiástico não é canônico por esta razão, também não são Êxodo, Deuteronômio e Levítico, veja Ex 21,24; Lv 24,20; Dt 19,19-21.

3. prática do suicídio: Dizem que o ensino sobre a prática do suicido está em 2 Macabeus 14,41-42. Entretanto em Jz 16,28.30 Sansão se suicida e sua morte é tida como grandiosa pelo autor do Livro de Juízes. A Bíblia possui diversos casos de suicídio - principalmente entre guerreiros -basta ver: Jz 9,54; 16,28-29; 1Sm 31,4-5; 2Sm 17,23; 1Rs 16,18.

4. ensino de artes mágicas: Dizem que Tobias 6,8-9 favorece a prática de artes mágicas. Ora, em Tobias 8,3 vemos que não é Tobias quem expulsa o demônio, mas sim o Anjo Rafael. O interesse era ocultar a ação do Anjo para Tobias. Em Jo 9,6 vemos que Jesus reconstituiu os olhos de um cego com saliva e logo em Tg 5,14 há instruções para usar óleo na cura de enfermos; será que por isso estes livros também deixaram de ser canônicos?

5. prática da mentira: Dizem que Judite 11,13-17 e Tob 5,15-19 favorecem a prática de mentiras. Abrão disse ao rei Abimelec que Sara era sua irmã, e na verdade era sua esposa (Gn 20,2). Jacó, auxiliado pela mãe, mente ao pai cego, dizendo que era o filho mais velho e no entanto era o mais novo (cf. Gn 27,19), além de também enganar o sogro (cf. Gn 31,20). Será que o livro de Gênesis também não é canônico?

6. erros históricos e cronológicos: Dizem ainda que os livros de Baruc e Judite são cheios de contradições em relação aos protocanônicos do AT. Devemos nos lembrar que a Sagrada Escritura não é um livro histórico ou geográfico, nela Deus através das limitações humanas comunicou seus desígnios. Veja que II Reis 8,26 se contradiz com II Cro 22,2; II Reis 23,8 também se contradiz com I Cro 11,11. Isto também faz deles livros não canônicos?

Há citações dos deuterocanônicos do AT no NT?

Um grande motivo de disputa entre católicos e protestantes em relação ao Cânon Bíblico diz respeito a um conjunto de sete livros disponíveis na Septuaginta, além de acréscimos nos Livros de Daniel e Ester; e que se encontram no AT católico e ortodoxo e não no protestante. Estes livros são considerados apócrifos pelas confissões protestantes e deuterocanônicos pelas confissões católica e ortodoxa. São eles: Judite, Baruc, Sabedoria de Sirac, Eclesiástico, 1o. Macabeus, 2o. Macabeus e Tobias.

As confissões protestantes acreditam que este conjunto de livros apresenta erros doutrinários e até mesmo heresias; por isso seriam contrários à Fé Cristã. Porém, o fato do NT possuir tantas referências à versão da Septuaginta, que continha esses livros, pode ser um indício de que nem os judeus de Alexandria, nem os da Palestina, nem Jesus e nem os Apóstolos, tiveram qualquer restrição a esses livros, ou então por que usariam uma versão bíblica que continham livros heréticos?

Há ainda objeções que afirmam que nem Jesus e os Apóstolos citaram os deuterocanônicos. Ora, se este fosse um critério verdadeiro para determinar a conformidade de um livro com a Fé Cristã, estariam em não conformidade pelo menos os livros Juizes, Crônicas, Ester, Cântico dos Cânticos, que também não são citados por eles. Entretanto, não é verdade que falta no NT referências aos deuterocanônicos do AT.

Por exemplo, em Hebreus 11, somos animados a imitar os heróis do AT, “as mulheres [que] receberam a seus mortos pela ressurreição. Alguns foram torturados, recusando aceitar ser libertados, para poder levantar-se novamente a uma vida melhor” (Hb 11,35). Nos protocanônicos do AT (que corresponderia ao AT Protestante), encontramos vários exemplos de mulheres recebendo a seus mortos mediante ressurreição. Encontraremos Elias ressuscitando o filho da viúva de Sarepta em 1 Reis 17, encontraremos seu sucessor Eliseu ressuscitando o filho da mulher sunamita em 2 Reis 4. Mas jamais encontraremos (desde Gênesis até Malaquias) algum exemplo de alguém sendo torturado e recusando aceitar ser liberto, por causa de uma melhor ressurreição. A história, cuja referência é feita em Hebreus, se encontra em um dos livros deuterocanônicos, a saber, em 2 Macabeus. Vejamos:

 

[durante a perseguição dos Macabeus] Também foram detidos sete irmãos, junto com sua mãe. O rei, flagelando-os com açoites e feixes de couro de boi, tratou de obrigá-los a comer carne de porco, proibida pela Lei. [...] Os outros irmãos e a mãe se animavam mutuamente a morrer com generosidade, dizendo: ‘o Senhor Deus está nos vendo e tem compaixão de nós...’ Uma vez que o primeiro morreu [...] levaram o suplicio ao segundo [...] também ele sofreu a mesma tortura que o primeiro. E quando estava por dar o último suspiro, disse: ‘Tu, malvado, nos privas da vida presente, mas o Rei do universo nos ressuscitará a uma vida eterna, se morrermos por fidelidade às suas leis’” (2 Mac 7,1.5-9)

Um após outro os filhos morrem, proclamando que serão recuperados na ressurreição. Vejamos ainda:

Incomparavelmente admirável e digna da mais gloriosa lembrança foi aquela mãe que, vendo morrer a seus sete filhos em um só dia, suportou tudo valorosamente, graças à esperança que tinha posto no Senhor. Exortava a cada um deles, [dizendo] ‘Eu não sei como vocês apareceram em minhas entranhas; não fui eu que lhes dei o espírito e a vida nem fui eu que ordenou harmoniosamente os membros de seu corpo. Por conseguinte, é o Criador do universo, o que formou o homem em seu nascimento e determinou a origem de todas as coisas, quem lhes devolverá misericordiosamente o espírito e a vida, já que vocês se esquecem agora de si mesmos por amor à suas leis’, dizendo ao último: ‘Não temas a este verdugo: mostra-te digno de seus irmãos e aceita a morte, para que eu volte a encontrá-lo com eles no tempo da misericórdia’” (2 Mac 7,20-23.29).

Perceba o leitor que em Hb 11,35, o escritor sagrado, ao ensinar um artigo de Fé refere-se a um exemplo de testemunho, que se encontra somente em um dos livros deuterocanônicos. Ora, se por isto o livro dos Macabeus contivesse alguma doutrina estranha à fé, com toda certeza o autor da Carta aos Hebreus, evitaria mencioná-lo em sua pregação.

Esta informação possui mais um detalhe muito importante: a Carta aos Hebreus foi escrita para os judeus da Palestina, demonstrando mais uma vez que a versão da Septuaginta foi também aceita por eles; caso contrário, não faria sentido o escritor sagrado fazer referência a uma história que não era conhecida por seus destinatários.

Também é importante saber que em alguns dos livros deuterocanônicos do AT, há revelações divinas confirmadas no NT. Por exemplo:

Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor. Mas porque eras agradável ao Senhor, foi preciso que a tentação te provasse. Agora o Senhor enviou-me para curar-te e livrar do demônio Sara, mulher de teu filho. Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor” (Tobias 12,12-15) (grifos meus).

Em nenhum lugar nos livros protocanônicos do AT, há alguma revelação dos 7 anjos que assistem na presença do Senhor e que Lhe entregam as orações dos justos. Esta revelação é confirmada no livro do Apocalipse:

Eu vi os sete Anjos que assistem diante de Deus. Foram-lhes dadas sete trombetas. Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus. Depois disso, o anjo tomou o turíbulo, encheu-o de brasas do altar e lançou-o por terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e terremotos” (Ap 8,2-5) (grifos meus).

Um outro caso intressante está no livro da Sabedoria:

Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si mesmo filho do Senhor! Sua existência é uma censura às nossas idéias; basta sua vista para nos importunar. Sua vida, com efeito, não se parece com as outras, e os seus caminhos são muito diferentes. Ele nos tem por uma moeda de mau quilate, e afasta-se de nossos caminhos como de manchas. Julga feliz a morte do justo, e gloria-se de ter Deus por pai. Vejamos, pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que acontecerá quando da sua morte, porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários. Provemo-lo por ultrajes e torturas, a fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência. Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele, Deus deve intervir” (Sabedoria 2,13-21).

A profecia acima se refere ao escárnio promovido pelo Sinédrio contra o Senhor Jesus. Veja o testemunho do NT sobre o seu cumprimento:

A multidão conservava-se lá e observava. Os príncipes dos sacerdotes escarneciam de Jesus, dizendo: Salvou a outros, que se salve a si próprio, se é o Cristo, o escolhido de Deus! [...] Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo. [...] Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós!” (Lc 23,35.37.39).

Mas Jesus se calava e nada respondia. O sumo sacerdote tornou a perguntar-lhe: És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito? [...] Alguns começaram a cuspir nele, a tapar-lhe o rosto, a dar-lhe socos e a dizer-lhe: Adivinha! Os servos igualmente davam-lhe bofetadas” (Mc 14,61.65)

Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado. [...] Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo. Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar” (Mc 15,15.19-20).

salva-te a ti mesmo! Desce da cruz! Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar! Que o Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos! Também os que haviam sido crucificados com ele o insultavam” (Mc 15,30-31).

É importante dizer que nos protocanônicos do AT, há registro de coisas muito reprováveis, como as filhas de Lot engravidaram dele, depois de o embebedar (Gn 19,30-36). O Rei Saul consultou uma espírita (I Reis 28,8), Abraão arrumou um filho fora de seu casamento (Gn 16), e o Patriarca Jacó vários (Gn 30,4-5.7.9-10.12). Davi planejou a morte de um de seus soldados para ficar com sua esposa (cf. 2 Sm 11). Alguém poderia dizer ainda que o Livro de Gênesis promove a poligamia (cf. Gn 29,28-30) e todos os cristãos sobre a terra ainda o consideram canônico apesar disso. Portanto, se não é o juízo subjetivo e pessoal que coloca ou retira livros no Cânon Bíblico, o que é? Qual foi o juízo adotado pelos primeiros cristãos para receber ou não um livro como canônico?

O critério deles foi o mesmo dos cristãos que viveram na era apostólica quando aceitaram que a Lei de Moisés não era necessária para alcançar a Justiça (cf. At 15): o discernimento da Única e Verdadeira Igreja de Cristo.

A Idade Média, os Monges e o Progresso

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A Idade Média, os Monges e o Progresso

Em síntese: O Prof. Léo Moulin, agnóstico ou ateu belga, reconhece a benéfica influência do Cristianismo e, em especial, da Regra de São Bento na evolução da cultura e da civilização. Mostra como a Regra de São Bento, legislando para os monges, fez transbordar sobre toda a sociedade medieval e posterior certos princípios de disciplina, diligência e ordem no trabalho, que propiciaram a criação de grandes empresas industriais e culturais. São Bento, aliás, hauriu das Escrituras Sagradas a sua mentalidade; ora a Bíblia incute ao homem certo otimismo em relação à natureza, obra de Deus Criador, que confiou ao casal humano o mandato de explorar e dominaras criaturas inferiores. A mesma fonte bíblica deu a saber ao homem que o universo foi criado com sabedoria e lógica; a própria razão humana, sendo dom de Deus, merece a confiança do homem; conscientes disto, os medievais cultivaram a inteligência, resultando daí grande número de Universidades e belas obras de arte (catedrais, especialmente), que supõem dinamismo, coragem e saber científico entre os homens da Idade Média. Esta, portanto, não foi o período obscuro do qual se fala sem o devido conhecimento de causa.

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